Evoy: da estratégia de marca à fundação de uma plataforma digital
Em 2020, enquanto a futura Evoy Administradora de Consórcio ainda estava em constituição, a marca já contava com um posicionamento, um tom de voz e uma identidade visual documentados. Faltava transformar essa estratégia em uma estrutura digital capaz de organizar produtos, orientar escolhas e sustentar a comunicação on-line.
A identidade e o guia de marca, produzidos pela FutureBrand, foram os insumos deste trabalho. Minha atuação começou depois dessa etapa, como Service Designer contratado para estruturar a fundação semântica, informacional e operacional do futuro site.
Desafio
Fazer a estratégia de marca funcionar como serviço, não apenas como discurso.
A plataforma precisaria reunir diferentes categorias de consórcio, conteúdos institucionais e educacionais, caminhos de descoberta, páginas de oferta, simulação e contato. A pessoa poderia começar por uma intenção simples, como comprar um carro ou viajar, sem precisar conhecer previamente a estrutura do negócio.
A complexidade documentada incluía:
- Categorias com atributos, conteúdos e jornadas diferentes;
- Uma hierarquia comercial entre categoria, marca, modelo e oferta;
- Páginas institucionais, Blog, FAQ, representantes e contato;
- Componentes e seções que precisariam ser reutilizados em escala;
- Experiências desktop e mobile mantendo linguagem e prioridades coerentes.
Objetivo
Construir uma referência compartilhada para o serviço digital antes da implementação.
O trabalho deveria conectar posicionamento, portfólio, conteúdo, navegação e pontos de conversão. Para isso, produzi taxonomia, regras de nomenclatura, rótulos, metadados, arquitetura da informação, princípios de navegação, estruturação de conteúdo, sitemap, wireframes desktop e mobile e um protótipo navegável.
Decisões de
projeto
Começar pela intenção, não pela estrutura interna
“O que deseja?” tornou-se a principal porta de entrada para a exploração. Essa taxonomia aproximava o serviço da linguagem das pessoas e organizava categorias como carro, moto, caminhão, viagem, imóvel, eventos e eletroeletrônicos.
Conduzir a escolha em níveis compreensíveis
A jornada automotiva foi organizada como Início → O que deseja? → Comprar carro → Marca → Modelo → página de oferta. Busca, filtros, breadcrumbs, cards e formulários conectavam descoberta e captação sem misturar todos os atributos em uma única tela.
Projetar uma arquitetura modular
O sitemap separou páginas, conjuntos de páginas, templates, componentes e seções. As landing pages combinariam módulos próprios com estruturas reutilizáveis, permitindo variar o conteúdo conforme a categoria sem redesenhar toda a experiência.
Levar o tom de voz para os rótulos
“A gente”, “Vamos falar?”, “Chega junto” e “O que deseja?” mostram como proximidade, clareza e agilidade deixaram o guia de marca para orientar a navegação. O princípio era falar como quem está junto, mantendo textos diretos e compreensíveis.
Recomendações
futuras
O sitemap já preparava a Evoy para crescer com consistência, organizando a expansão de páginas, templates e fluxos de conteúdo antes da implementação.
- Produção de aproximadamente 110 páginas finais por categoria;
- Reutilização de templates com conteúdo específico para cada oferta;
- Estados de sucesso do formulário e continuidade da compra on-line;
- Governança contínua do guia e dos arquivos originais da marca.
Próximos passos recomendados hoje:
- Validar arquitetura, rótulos e jornadas com clientes e representantes;
- Revisar textos comerciais e condições com as áreas jurídica e regulatória;
- Substituir preços, depoimentos e números ilustrativos antes da publicação;
- Definir requisitos de acessibilidade, estados de interface e breakpoints intermediários;
- Planejar governança editorial, eventos de analytics e indicadores de sucesso.
Resultado e
impacto
A estratégia de marca ganhou uma fundação semântica, estrutural e operacional para orientar a futura plataforma digital.
O projeto tornou visível um serviço ainda em formação. A Evoy passou a contar, no nível de projeto, com uma arquitetura da informação e um conjunto de wireframes que conectavam descoberta, educação, seleção, conteúdo de confiança e captação.
A comunicação institucional atual ainda utiliza ideias documentadas no guia, como “Chega junto”, evolução por meio do patrimônio e uma experiência mais simples, transparente e conectada. Isso comprova continuidade do posicionamento, não atribuição de resultados comerciais ao projeto.
Meu
diferencial
Não tratei o projeto como uma coleção de telas. Como Service Designer, conectei marca, portfólio, conteúdo, navegação e pontos de contato em um sistema coerente. O valor está em tornar um serviço em constituição compreensível e discutível, antecipando sua escala sem confundir proposta de design com resultado de negócio.
- Leitura do sistema de marca. Posicionamento, tom de voz, identidade e regras de aplicação como insumos.
- Fundação semântica. Taxonomia, nomenclatura, rótulos e metadados.
- Arquitetura da informação. Páginas, conjuntos, templates, componentes e seções.
- Princípios de navegação. Intenção, categoria, marca, modelo, oferta e relacionamento.
- Estruturação de conteúdo. Módulos próprios e reutilizáveis para diferentes categorias.
- Wireframes responsivos. Explorações desktop e mobile para jornadas prioritárias.
- Prototipação. Conexão das telas em um protótipo navegável no InVision.